-abraça-me.
--com todos os meus braços.
-beija-me.
--todos os dias desta minha morte lenta em que sonhos te perco
beijar-te-ei com todas as células.
-diz-me.
alguma vez pensaste em me perder?
--já
mas rapidamente concluí que jamais deixaria isso acontecer.
-o que te fez pensar nesse tão absurdo pensamento?
--queres que te diga?
-sim. quero.
--eu amo-te.
-não vale intimidares, não foi para isso que te fiz a pergunta.
pára. eu desejo-te. desejo-te com tudo de mim. braços, células, tudo.
--e jamais me perderás.
pode morrer-me o cérebro.
pode ir-se embora o corpo, mas fica a alma presa a ti transbordando de ternura e querendo-te eternamente.
-mas sabes que a minha alma é fraca, porque irias deixar a tua com a minha?
--não é. e deixo-me contigo por fazeres tão parte de mim.
-mas não quero o teu mal, prefiro deixar-te com alguém que tenha mais força para te suportar.
--shhh.
quero que me sintas dentro de ti.
até não quereres mais largar-me.
quero que te entregues a mim e que me confies a tua paz.
-nunca te quero largar.
tudo em mim te pertence.
--quero que me ames e tomes como tua.
-eu...amo-te, pertenco-te.
haverá ainda amor dentro de nós?
domingo, 15 de março de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

1 comentário:
medo? Não sinto, sinto grande compaixão p'la dor.
Enviar um comentário